Marcelo Poeta - Fotógrafo Curitibano

TERRORISMO e AI-5

Em Geral, 27/03/2010 às 2:41 PM

Elio Gaspari

(Decidi compartilhar este texto que recebi por e-mail.)

*Daqui a oito dias completam-se 40 anos de um episódio pouco lembrado e injustamente inconcluso. À primeira hora de 20 de março de 1968, o jovem Orlando Lovecchio Filho, 22 anos, deixou seu carro numa garagem da Avenida Paulista e tomou o caminho de casa. Uma explosão arrebentou-lhe a perna esquerda. Pegara a sobra de um atentado contra o consulado americano, praticado por terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária. (Nem todos os militantes da VPR podem ser chamados de terroristas, mas quem punha bomba em lugar público, terrorista era). Lovecchio teve a perna amputada abaixo do joelho e a carreira de piloto comercial destruída.

O atentado foi conduzido por Diógenes Carvalho Oliveira e pelos hoje arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefevre, além de Dulce Maia e uma pessoa que não foi identificada. A bomba do consulado americano explodiu oito dias antes do assassinato de Edson Lima Souto no restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro, e nove meses antes da imposição ao país do Ato Institucional nº 5. Essas referências cronológicas desamparam a teoria segundo a qual o AI-5 provocou o surgimento da esquerda armada.

Até onde é possível fazer afirmações desse tipo, pode-se dizer que sem o AI-5 certamente continuaria a haver terrorismo e sem terrorismo certamente não teria havido o AI-5. O caso de Lovecchio tem outra dimensão.

Passados 40 anos, ele recebe da ‘viúva’ uma pensão especial de R$ 571,00 mensais. Nada a ver com o Bolsa Ditadura. Para não estimular o
gênero coitadinho, é bom registrar que ele reorganizou sua vida, caminha com uma prótese, é corretor de imóveis e mora em Santos com a mãe e um filho. A vítima da bomba não teve direito ao Bolsa Ditadura, mas o bombista Diógenes teve. No dia 24 de janeiro passado, o governo concedeu-lhe uma aposentadoria de R$1.627,00 mensais, reconhecendo ainda uma dívida de R$400.000,00 de pagamentos atrasados.

Em 1968, com mestrado cubano em explosivos, Diógenes atacou dois quartéis participou de quatro assaltos, três atentados à bomba e uma execução.

Em menos de um ano, esteve na cena de três mortes, entre as quais a do capitão americano Charles Chandler, abatido quando saía de casa.

Tudo isso antes do AI-5. Diógenes foi preso em março de 1969 e um ano depois foi trocado pelo cônsul japonês, seqüestrado em São Paulo.

Durante o tempo em que esteve preso, ele foi torturado pelos militares que comandavam a
repressão política. Por isso, foi uma vítima da ditadura, com direito a ser indenizado pelo que sofreu. Daí a atribuir suas malfeitorias a uma luta pela democracia, iria enorme distância.

O que ele queria era outra ditadura. Andou por Cuba, Chile, China e Coréia. Voltou ao Brasil com a anistia e tornou-se o ‘Diógenes do PT’. Apanhado num contubérnio do grão-petismo gaúcho com o jogo do bicho, deixou o partido em 2002.

Lovecchio, que ficou sem a perna, recebe um terço do que é pago ao cidadão que organizou a explosão que o mutilou. (Um projeto que revê o valor de sua pensão, de iniciativa da ex-deputada petista Mariângela Duarte está adormecido na Câmara.)

Em 1968, antes do AI-5, morreram sete pessoas pela mão do terrorismo de esquerda. Há algo de errado na aritmética das indenizações e na álgebra que faz de Diógenes uma vítima e de Lovecchio um estorvo.

QUEM era DULCE MAIA?
SIM, ELA MESMO: DILMINHA PAZ E AMOR!!!

Valor correto para estacionar!

Em Geral, Motociclismo, Política, 17/03/2010 às 7:17 PM

Sinceramente, por estes dias me questionei, qual a razão de medidas desiguais para algumas coisas?

Cito um exemplo: levando em conta a comparação do valor cobrado no pedágio e o valor no estacionamento.

Valores cobrados dos motociclistas!

Nas praças de pedágio, o valor cobrado das motocicletas é igual a 50% do valor pago pelos carros de passeio.

Sendo assim, porque nos estacionamentos, as motocicletas pagam o mesmo valor que os carros de passeio?
Se quando são estacionadas não ocupam o mesmo espaço que um carro, porque devem pagar o mesmo valor?

Porque essa injustiça?

Já não basta a diferença cobrada dos proprietários quando pagamos o seguro obrigatório?
Além do que, isso é outro absurdo, uma motocileta ter o imposto com valor maior que um carro.

Linha Verde de Curitiba!

Em Geral, 17/11/2009 às 10:39 AM

Gostaria de saber qual a origem do nome da Linha Verde, será por possuir canteiros com grama margeando a maior parte da sua extensão? Ou será pela quantidade de semáforos por m²?

Caso seja a segunda opção, então o nome deveria ser revisto, pois assim alternaríamos o nome a cada mudança de estágio do semáforo, Linha Verde, Linha Amarela, Linha Vermelha.

Sinceramente, este projeto sendo implantado em pleno século XXI utilizando semáforos na maior parte da extensão da via de tráfego, é um absurdo!

Um projeto alardeado como uma solução para o trânsito da parte urbana da antiga Br 116, na verdade, como está sendo implantado, só vai melhorar a qualidade da pista de rolagem e aumentar a largura. Nada, além disso.

Pois o congestionamento acontecerá e ficará ainda pior, pois no tempo da Br 116 o número de semáforos era menor do que o são hoje.

Será que isso é proposital?

Tipo favorecer as empreiteiras…

Daqui a dois anos com os congestionamentos já deixando a Linha Verde, Amarela, Vermelha intransitável, será feita nova licitação para construir o que deveria ser feito agora, viadutos e/ou trincheiras para a livre circulação sem semáforos, como acontece em todas as grandes cidades do mundo onde o trânsito é planejado para o povo que paga os impostos e não para beneficiar empreiteiros que financiam campanhas eleitorais.

Marcelo Poeta Ribeiro

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